Entrevista: Copa Nissan Sul-Americana

O Palmeiras venceu ontem o Atlético-MG por 2 a 0, pelo jogo de volta das quartas-de-final da Copa Nissan Sul-Americana. Agora, espera o vencedor do confronto entre Avaí e Goiás (2 a 2 no jogo de ida) para conhecer seu adversário na semifinal. O portal da Nissan entrevistou o goleiro Deola, um dos destaques do alviverde no ano e que vem superando o desafio de substituir Marcos, que está entre os maiores ídolos da história do clube. Acompanhe o papo com o goleiro, que falou sobre a competição internacional, o papel de Felipão nesse time e ainda como se comunica com os torcedores.

Nissan: O Palmeiras bateu ontem o seu recorde de público do ano (35 mil). Qual a influência da torcida numa decisão?

Deola: A última vez que recebemos um público assim foi na final contra a Ponte Preta, no Paulistão de 2008, quando fomos campeões. Desde o final do jogo de ida contra o Atlético-MG, convocamos a torcida. A festa que fizeram ontem nos ajudou muito, e a torcida foi responsável por 50% da nossa classificação.  O torcedor pressiona em alguns momentos que precisamos ter calma, mas de uma forma geral sempre é melhor contar com o estádio cheio. É a melhor forma de o adversário se sentir acuado.

Nissan: Acabou a falta de identificação do time e da torcida com o Pacaembu?

Deola: Gosto de jogar na Arena Barueri porque já passei por lá. O problema do Pacaembu é que a arquibancada fica mais distante do campo e não conseguimos contar com a força da torcida se ele não estiver lotado. Mas quando lota, o Pacaembu faz diferença. Foi o que aconteceu ontem.  A sensação é incrível. É de arrepiar estar em campo e ver a torcida cantando sem parar.

Nissan: Em que momento o garoto nascido em Céu Azul (PR) resolveu ser goleiro de futebol?

Deola: Com oito anos resolvi ser jogador de futebol, mas tinha consciência de que estava numa cidade em que o futebol profissional é pouco desenvolvido. Tinha então que superar esse baita obstáculo. Em 1998, tive a oportunidade de fazer testes em São Paulo. Fui reprovado no Guarani e na Ponte Preta, mas segui em frente. Fui jogar no Atlético Sorocaba e, em 2000, depois de uma partida contra o próprio Palmeiras, recebi o convite para integrar o elenco do Palestra.

Nissan: Este é o seu melhor momento em quase 11 anos no clube?

Deola: Não acredito muito nisso de “melhor momento”. Cada jogo é um momento completamente diferente e procuro ter isso sempre em mente. Hoje, tenho oportunidade de ser titular. Mas preciso me empenhar ao máximo para continuar ganhando e crescer ainda mais.

Nissan: Como você lida com os fãs. Que ferramentas na internet você utiliza normalmente para isso?

Deola: Tenho perfis no Orkut e  Twitter , mas busco não ficar falando muito de futebol e do Palmeiras por lá. Coloco coisas de cotidiano, música, política, como uma pessoa comum. No máximo, coloco umas matérias que participei para quem quiser ver. Não consigo responder a todos, mas leio todas as mensagens que chegam. O grande barato é que essas redes são um bom termômetro para ter um feedback da torcida.

Nissan: O Palmeiras sempre é visto como escola de goleiros. Como está sendo substituir o Marcos, o maior ídolo da história recente do clube?

Deola: A comparação é inevitável, mas não considero correta. Marcos já tem uma história no Palmeiras e no futebol. Campeão de tudo, ídolo do clube. Sei que estou fazendo um bom trabalho, mas este é um caminho longo. Ainda sou muito inferior a ele e estou tentando chegar pelo menos aos pés do que ele já conquistou pelo Palmeiras.

Nissan: E como é a experiência de trabalhar com o Felipão? O que mudou com a chegada dele?

Deola: Para um time dar certo, não basta jogador bom. O elenco tem que dar liga. E isso aconteceu com a chegada de outros jogadores e do próprio Felipão. No Brasileirão não conseguimos reverter o baixo desempenho do 1º turno, mas retomamos a confiança no 2º turno e na Sul-Americana. O Felipão ajudou a montar esse novo panorama e nos colocou novamente na posição de disputar um título.

Nissan: Avaí ou Goiás na semifinal da Sul-Americana?

Deola: Se eu pudesse realmente escolher, pediria para jogar direto a final. Mas como tem que jogar a semi, não dá para escolher. Os dois times não estão numa boa fase no Brasileirão, mas precisam ser respeitados. O Avaí cresceu muito nos últimos anos, e o Goiás é um time de tradição. A solução é parar na frente da TV, acompanhar o jogo e estudar ainda mais os adversários. É lição de casa obrigatória para quem está buscando o título.




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